sábado, 21 de julho de 2012

Vida!


Pássaros cruzando o céu azul cintilante, desviando de cada arvore, que o bosque cujo eu apreciava todas as manhas possuía, eu me sentava em um banco onde passava horas, observando cada detalhe daquela imensa natureza, cuja nada sabia, era fantástico a maneira de cada animal sobreviver cada qual com sua característica com sua beleza, eu tinha apenas seis anos, e era dali que tirava toda minha inspiração para ser doce como era...
Certo dia sentada observando um pequeno coelho a andar por meio as folhas, fui surpreendida por algo que viria a mudar minha vida, uma coisa tão pequena que para mim significou tanto, não esqueço absolutamente nenhum detalhe daquele dia, a maneira em que o pobre coelho se debatia e corria para salvar sua vida, e a impiedade da raposa ao lhe pegar por seu pescoço e o morder até a morte, e após conseguir o matar, o comer, o quanto injusto era aquilo, porque o lindo coelhinho havia de morrer para que essa grande raposa se alimentasse...
Fiquei realmente chocada com o que via visto, por um momento uma lágrima escorreu em meu rosto, e logo seguiram outras atras, quando me dei conta estava nos braços de minha mãe contando o que havia acontecido, ela tentava me tranquilizar, palavras jogadas ao vento, eu não conseguia parar de lembrar da cena que a pouco tive presenciado...
Todas as noites durante semanas rezei para que aquele coelhinho estivesse em um bom lugar, e todos os dias pedia para que Deus o meu Deus me desse alguma prova, uma pista, para eu saber se realmente o coelhinho se encontrava bem, mas em vão, durante anos me sentei no mesmo banco onde havia presenciado a cena, até completar meus quatorze anos, as cenas daquela manha estavam vivas em minha memoria...
Durante todos esses anos esperando por uma resposta, talvez tenha perdido toda minha fé, só talvez, pq Deus não me dava alguma prova de que estava vivo? foram tantas tragedias nesse meio tempo, a perda de familiares queridos, coisa horríveis me aconteceram, e ele, onde esteve? porque não me ajudava? foi quando me resolvi, determinantemente tinha perdido a fé, não acreditava mais nesse ser fantasioso, onde ele estava?
Aos meus quatorze anos, sim demorei tanto para perceber, varias madrugadas conversando com um ser que se quer existe, sem respostas, só dúvidas, aos meus quatorze anos fui descobrir que não estava sozinha, várias pessoas pensavam igual a mim, quem é Deus? ele não existe!
Assumir que não se acredita nesse cara não é fácil, pra mim não foi nada fácil, em casa minha mãe não me compreendeu, coisa que ela costumava fazer quando eu era criança, em alguma parte da minha vida, não me lembro qual, ela parou de ser amorosa, e não ouvia mais elogios e sim cobranças, talvez algo tenha acontecido a ela nesse intervalo de tempo e eu não tenha me dado conta, triste realidade essa que agora vivo, em casa olhada de forma diferente por meus pais, por ser uma descrente, ou como eles dizem "ser uma possuída", na escola, por maioria julgada, talvez só talvez eles me entendam no fundo mas não tenham coragem de assumir, mas ainda sim existe aqueles que podemos sempre contar, primeiro ano em uma escola nova, novos professores, realmente era tudo o que eu precisava, eu necessitava digamos, dois "anjos" pessoas realmente sábias entraram na minha vida, e eu? agora agarro-as para que fiquem perto de mim, e que sejam o exemplo que eu nunca tive, ou tive até meus 6 anos, mas infelizmente como nada nunca dá certo, eu não estou conseguindo mante-los próximo de mim, talvez, só talvez seja mesmo melhor que eles estajam longe e que eu sofra com minhas duvidas calada como sempre fiz, além dessas duas pessoas especiais, ainda consegui encontrar amigos especiais cada qual com sua qualidade, talvez um amigo que seja o mais novo tenha se mostrado o melhor, mas só talvez, espero que esse pelo menos eu consiga manter proximo a mim, fora os outros que sempre me apoiaram que não compreendem muito minha escolha de não acreditar mas riem comigo disso, tem aqueles também que fingo ser amiga, afinal não quero os magoar com minhas verdades, talvez só talvez eu esteja me preocupando muito com os outros e pouco comigo, talvez eu deixe eles me julgarem e falaram coisas que me magoam sem eu responder para não os magoar, isso me entristeci, por outro lado, o que eu ganharia falando a cada um deles o que eu penso, seriamos vários magoados, se eu guardar para mim tudo o que penso somente eu ficarei chateada, se eu cuspir a realidade na cara de cada um, seria uma tragedia com todos magoados comigo...
Finalmente quinze anos, nada muda, literalmente nada, foi só um dia que eu passei a ser um ano mais velho, mas nada mudou, mesmas duvidas, quero dizer, mudou sim, minhas duvidas cresceram, minha dor aumentou minha sede de ajudar se tornou maior, mas o que me adianta tudo isso? nada, eu te digo caro leitor não me adiantou muito, é necessário muito mais que uma mente raciocinando para fazer diferença, os julgamentos? continuaram os mesmos, e agora vieram com mais força, me afastando cada vez mais daqueles que nomeio como "anjos" mais acima, pena, realmente uma pena tudo isso acontecer, eu vivo o futuro porque o meu presente está realmente muito ruim, quantas vezes no dia eu me pego pensando sobre a faculdade, ah doce faculdade, não sei o que me espera, eu sonho que seja dificil muito dificil, e que consuma todo meu tempo essa droga de faculdade, que me leve para longe de meus pais MUITO longe, chegamos em outro ponto critico, ou seja muito criticado por meus companheiros de classe, minha faculdade, eu penso da seguinte forma, cada pessoa que existe nesse universo tem a liberdade de a escolher, ninguém pode dar opinião sobre sua escolha, afinal é você quem vai fazer isso para o resto de sua vida, o porque eu escolhi história? desculpe-me lhe desapontar mas NÃO foi pela Mariana ou Fabiano, e sim porque eu quis, eu gosto, me vejo como professora, as vezes posso falar que não gosto da ideia de ser, mas só as vezes, já me acostumei com essa ideia,  e você está se perguntando porque eu quero fazer a mesma faculdade que por coincidência meus "anjos" fizeram? mera coincidência mesmo, sempre gostei, não gostar do tipo "ah legal, vou fazer isso porque tiro 8 e é legal" não não, gostar do tipo "Nossa que maneiro, vou ler isso porque adoro falar sobre esse assunto, vou prestar atenção nessa aula porque está super maneira" me imagino dando uma aula, e sobre a faculdade, unesp assis, porque querer fazer lá, talvez seja a que eu mais conheça de tanto os dois me falarem, só por isso querer ir para lá, dar uma aula tão boa quando a dos dois, fazer com que mais pessoas sejam inspiradas a fazer história, assim como Mary foi inspirada por seu professor, e me incentiva agora, mas isso meu caro eu não preciso explicar a ninguém, sou resolvida nessa questão é isso que eu quero e ponto.
Minha dificuldade é mesmo com a religião, maldita religião, que desde pequena me fez sofrer, agora não tenho mais o banco para me sentar e observar a natureza e os pássaros, tento fugir da realidade de outra maneira, em frente a uma tela de computador me relacionando com pessoas com os mesmos pensamentos que o meu, e em frente aos meus livros, por onde eu tenho andando muito ultimamente, é tão bom me sentar ao lado de fora de casa, e ler página por página de meus livros, desvendando cada detalhe das histórias vivenciando cada aventura de uma forma diferente, mas ainda tenho um pequeno problema com isso, minha mãe, que mudou, e mudou de novo, agora ela tem uma necessidade de me tirar dos meus livros, é como se ela não se sentisse bem ao me ver estudando, ou talvez só talvez ela pense que a cada livro que eu leio, eu esteja mais perto da história, uma coisa que irrita totalmente ela que é contra eu seguir essa profissão, mas afinal, quem deixa de ler porque a mãe lhe contraria? eu pelo menos não, isso me faz querer ler cada dia mais, mostrar a ela que eu QUERO, E EU POSSO!!
Me perdi não sei mais onde estava, são tantas coisas para falar, poderia falar de tantas coisas ainda, mas quero focar em só mais dois assuntos, que talvez seja interessante para essa unica pessoa que irá ler ;))
Eu me refugindo diante a tela de meu computador encontrei uma pessoa com uma foto diferente no facebook, me chamou atenção aquilo, quem se atreveria a colocar uma foto ousada daquela no perfil, de um grande ídolo, que a maioria da sociedade julga seus fãs como maconheiros drogados, gostei daquilo, Gabriel Lazarin seu nome, me lembrava de algum lugar o sobre nome, mas não conseguia ligar o nome a pessoa só pra variar, no dia seguinte, cheguei em minha escola, e perguntei pra pessoa que talvez seja a que mais conheça tudo dali quem era esse garoto, triste foi saber que ele era ex de uma colega minha, que vontade que eu estava de fazer amizade com ele, mas infelizmente não podia, novamente seria julgada e julgada novamente, afinal todos sabemos que ninguém acredita em amizade entre homens e mulheres, ninguém não que não podemos generalizar mais a maioria, e para deixar claro não faço parte dessa maioria, voltando, durante as semanas que eu me aproximava de minha professora de sociologia, percebi que ele também era próximo a ela, e um post em qual ele o marcou me chamou atenção, era algo sobre professores, no globo repórter, me lembro certinho de tudo que estava escrito "professores, onde arranjam tempo para se atualizar (mais alguns tópicos e por fim a brincadeira) sexta no globo repórter", foi ai que eu me dei conta que talvez ele quisesse ser professor também e de história, não resisti já fazia duas ou três semanas desde a primeira vez que vi a foto de Raul em seu perfil, ciente dos julgamentos que iriam me acontecer se eu fizesse aquilo, eu apertei o botão de solicitação de amizade, talvez ele tenha demorado 2 ou 3 dias para me aceitar não me lembro direito, mas enfim, certo dia eu entrei de tarde e vi que ele havia aceitado a solicitação de amizade, e se encontrava online ainda, só me faltava coragem para puxar assunto, falei um oi com o coração na mão de vergonha, afinal estou sentimental esse ano, nem me reconheço, ele me respondeu com um "Olá" minha primeira impressão "Vish, esse menino deve ser chato, escreve tudo certinho, e vai rir de mim, não vou falar com ele mais não" que julgamento errado, logo após o Olá talvez ele tenha percebido que eu não falei mais nada, ele me perguntou se estava tudo bem, foi quando eu liguei meu botão definitivamente de foda-se pro que o resto ia achar e puxei assunto, falei sobre o técnico, que grande mentira minha falar que queria ir para o técnico de Segurança no trabalho, nunca que minha mãe deixaria, na verdade eu queria só fazer assunto e chegar na parte importante que era saber qual curso ele queria fazer, a conversa fluiu tão bem, adorei conversar com ele, ele realmente escreve tudo certo, mas não é esnobe, segunda-feira na escola, ele insistiu que queria que eu falasse com ele, como eu iria fazer isso com a Catarina do meu lado sabia sabia mesmo que ela iria falar alguma coisa, por isso passei por ele sem dar oi da primeira vez, mas felizmente ele me reconheceu na cantina e falou "Oi" está bom que meu resto do dia foi muito animador com o tipo de piada "A Larissa e o Lazarin" ou coisas como julgamentos falando sobre ele ser ex da minha colega e etc., que grande bobagem, grande mesmo, ainda hoje depois de um mês de amizade escuto sobre ele ser ex dela e falarem que eu estou envolvida, afinal que problema teria? eu não vejo nenhum, e acima de tudo eu não tenho nada com ele então não tem o porque falarem sobre isso, grandes piadas o querido bobão Adilson faz também, mas eu não ligo muito afinal ele é um bobão mesmo, mas que ótimo foi conhecer o Lazarin de verdade acho que foi a melhor coisa que eu fiz até agora nesse ano, menino de ouro realmente de ouro, logicamente que tem alguns pequenos defeitos, perdidão, mas eu não ligo em nada, pra mim ele é perfeito como amigo, sabe dar conselhos, sabe fazer brincadeiras, falar coisas construtivas pra mim, e o mais legal é que ele me ajuda a zuar a transparente hehe, brincadeira, mas é realmente ótimo, talvez só talvez ele esteja tomando o posto que sempre foi do Alisson de melhor amigo, as vezes paro para pensar que quando vejo os dois online no face eu falo somente com o bobo do Gabriel, e deixo o Alisson de lado, talvez eu esteja em outra fase da minha vida e o bobão me completa com a amizade agora, e eu gosto disso, ainda tem um pró nisso tudo, ele trouxe consigo a Yasmin pra minha vida hehe, super gente boa também, madrugadas e mais madrugadas falando coisas idiotas com ela, falando sobre tudo, ela me irritando me chamando de fofa, definitivamente eles me entendem, gosto disso, gosto muito disso!
Afinal tudo se inicia com amizade, grandes irmãos já!
Trocando um pouco de foco que essa é a parte maneira né, Catarina vamos falar dela, eu as vezes sinto que não posso ser amiga de verdade dela, sim guardo seus segredos se puder ajudar ajudo, mas não é como uma irmã não é considerada como os outros, me irrita profundamente a maneira dela querer se aparecer a todo momento, tentar fazer com que a Mary goste menos de mim, e esfregar na minha cara algumas coisas melhores, talvez seja o jeito dela, mas ele está me irritando profundamente, então chegamos no que disse antes, imagina como ela ficaria se eu falasse sobre isso para ela? ficaria super brava, talvez não brava mas sim triste, eu simplesmente não posso jogar toda essa verdade que eu vejo diretamente nela, é uma das minhas dificuldades nesse momento, além de tudo lidar com a Catarina, muito difícil, realmente difícil...
Dai tem a Malu querida malu, mais uma parte calma, minha melhor amiga, ela sim, sempre esteve e sempre estará comigo, as vezes eu também fico com medo de a magoar, principalmente sobre o Lucas William como é difícil lidar com ela quando ela sente saudades não sei o que falar, as vezes até pergunto se ela realmente está sentindo falta dele, e ela diz que não, mas acho que sim, definitivamente acho que ela sente falta dele, mas afinal nunca estive apaixonada, pra mim na realidade essa parte de amor é uma grande besteira, não existe amor, existe somente uma atração física que com o tempo passa, e passa muito rápido, por isso nunca sei o que falar sobre isso...
Enfim, o que tudo isso tem haver com o pequeno coelho sendo assassinado pela raposa? tudo, realmente tudo, se aquele banquinho não existisse, se eu não estivesse sentado naquele banco naquele momento, eu ainda acreditaria em Deus com todas as forças, seria uma menina robô, ou seja como a maioria é, que não se questiona nem um pouco, certeza que nunca teria conversado com o Lazarin, muito menos com a Yasmin, talvez só talvez teria a Malu na minha vida, e a Catarina? já teria se magoado comigo a tempos e tempos, naquele momento que eu vi aquele coelho sendo devorado, devorado mesmo pela raposa, eu resolvi de alguma maneira guardar tudo o que me acontece pra mim, e somente escrever minhas verdades, poucas vezes, somente quando estou com a cabeça muito cheia, quando algo me incomoda muito, ninguém sabe sobre isso além de minha mãe, talvez só talvez ela nem se lembre mais sobre isso, são pequenos detalhes na vida dela, sinto ela distante muito distante, e eu não queria isso, gostaria só que ela voltasse a ser como era quando tinha apenas seis anos, mas é impossível, por isso tento viver o futuro porque o presente realmente não está dando, nesse momento hoje, quando escrevo tudo isso, é porque quero que uma pessoa somente leia isso, só uma, não precisaria ter escrito sobre tudo isso, mas a cada letra que eu digito eu penso sobre o assunto que conversamos na manha de ontem, quando falamos dela se afastar de mim, talvez eu não consiga lidar muito bem com isso se acontecer, talvez não será certeza, não conseguirei lidar com isso, de uma certa forma não sei porque me apeguei a ela, se ela se for agora, não será legal, se algum dos 3 se forem eu ficarei pior do que estou, só me resta tentar fazer com que eles fiquem próximos!!




Obs: Uma coisa está me matando por dentro, quando o grande Fabiano me disse na sala de aula olhando em meus olhos que acreditava em mim, e que sabia que eu iria conseguir, que eu era especial, os olhos dele pareciam tão sinceros, o que ele quis dizer com acreditava em mim? acho que seria a faculdade, fico feliz por ele acreditar, mas com medo de decepciona-lo não passando na faculdade, será uma grande decepção para mim, pressão? imagina, eu só estou querendo honrar a confiança que o meu melhor professor depositou em mim com toda sinceridade!

** Duas coisas não reais, a raposa e o coelho, na verdade era meu cachorro e uma pomba, era só pra ficar bonitinho, e o bosque era uma mini mata mesmo, mas era bonito hehe

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