segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sentir é um verbo?


Sentir é um verbo? pois não deveria existir!
Todas as manhãs de sexta, durante um ano todo, eu acordava, me vestia, tentava arrumar meu cabelo, escovava meus dentes e ia rumo a escola, com uma certeza: teria a melhor manhã da semana, pois era o dia que eu podia sentir!
Chorar realmente precisa fazer parte da vida? acho que talvez, só talvez, nascemos dotados de emoções para que essas possam atrapalhar nossa vida. Sem muita enrolação, o ponto é, nesse ano me prejudiquei, me machuquei, me entristeci, só porque senti.
Certo, sabemos que férias sempre são tediosas, e me deixam extremamente sentimental, mas essa está começando um pouco diferente, com mais intensidade, eu sei que é só mais um ano dos muitos que virão, eu sei que é só mais uma pessoa de muitas que irão embora, mas eu estou sentindo, sentindo muito.
Ao que parece, no meu ultimo texto me propus a deixar todas minhas dúvidas para trás, apenas deixá-las guardadas, e ser uma pessoa diferente em 2013, pra ver onde iria chegar, sem me pressionar por notas, sem me ligar sentimentalmente com ninguém (essa parte deu errado), sem pensar em futuro, ou vestibular. Foi exatamente isso que eu fiz, acho que não me levou muito longe, na verdade nem um pouco longe, não foi vantajoso, a unica coisa que talvez eu tenha aprendido de verdade, é sentir, sentir muito!
E vamos lá, a pergunta dos finais, VALEU A PENA? eu respondo a vocês meus caros, valeu a pena cada segundo vivido, cada lágrima derramada, cada nota vermelha chorada, cara recuperação estudada, cada briga, cada sorriso, cada piada, cada momento, cada sentimento, valeu a pena sentir, porque sentir de verdade, é ótimo. Se eu me arrependo? me arrependo sim, de cada segundo existido, e não vivido, cada lágrima que eu deixei de chorar, cada nota vermelha que podia ter sido um 10, cada madrugada estudando pra recuperação quando na verdade eu poderia estar dormindo, cada briga que eu poderia ter evitado, cada sorriso que eu dei para quem não merecia, cada piada que deixava outros sem graça, cada momento errado, cada sentimento que me feriu, cada segundo perdido, porque afinal, sentir é se arrepender.
Só por esses 9 dias de dezembro me permiti fazer reflexões sobre meu futuro, e novamente me vejo no mesmo beco do ano anterior, nesse beco sem saída, entre história, medicina, biomedicina, física, e mais vários cursos que me atraem, afinal, por que eu não sou igual a todos? a decisão parece tão fácil para eles, e para mim...
esperar, esperar, esperar, acredito que eu esteja presa eternamente no meu ensino médio, afinal, desde o meu ensino fundamental eu sonho com a faculdade, mas agora que está tão perto, acho que realmente não devo estar preparada.
O QUE SER NESSE ANO DE 2014? vejamos, como eu sempre me permito a pré determinar como será minha conduta durante todo o ano, essa virada não será diferente, à refletir sobre como me colocar, me comportar e ser na escola, me vi diante de um dilema, ser a garota do primeiro ano, na qual ficava quieta em todas as aulas, tirava excelentes notas, conversava com os professores, porém guardava sua opinião pra si mesma, e isso à sufocava OUU ser a pessoa que eu fui no segundo ano, na qual se colocava diante as situações e não fugia, defendia quem tinha que ser defendido, brigava com quem devia, e também com quem não devia, não estudava pra provas, tinha notas acima da média, mas não excelentes. E sabe qual foi minha decisão meus caros? de fato a esperada, engolir minha opinião, minha acidez, meu entendimento das coisas, e morrer sufocada com eles, sabe o que isso quer dizer? que a garota do segundo ano quer dar um tempo, e que volte a do primeiro, que volte bem, com as melhores notas, com o melhor comportamento, aquela que vai passar no vestibular, porém não sabe ainda que curso quer seguir rsrsrs, essa garota quieta, que faz tudo, e não reclama, que estuda muito, que não faz amizade sem que ela seja produtiva está de volta! E eu só quero uma coisa, que eu possa representar bem aqueles que estão saindo, e que a pessoa que me fez sentir, não se decepcione, pois eu tenho as qualidades necessárias para vencer, e está na hora de usá-las.

*Me vejo mergulhada em um grande mar de emoções, onde o vazio é inevitável.